cinco solas

cinco solas

sola scriptura

Conforme os reformadores expressaram suas convicções em cinco fórmulas significativas, começando com Sola ou solus (sozinho). O primeiro deles, Sola Scriptura (somente as Escrituras), comandava os outros.

Sendo assim na época de Martinho Lutero, essa expressão reafirmava que a Bíblia era a única e última autoridade a que os cristãos se submetiam, excluindo os decretos provenientes das tradições da Igreja medieval, dos conselhos eclesiásticos e do Papa.

Pois os reformadores queriam que a Sagrada Escritura permanecesse sozinha como verdadeira autoridade para os crentes.

Antes de mais nada hoje, em suas confissões de fé, os evangélicos sempre aderem à “autoridade da Bíblia”; mas o principal problema que enfrentamos não está mais nesse nível.

Pois a questão que devemos nos perguntar no momento é se apenas a Bíblia é suficiente para guiar e dirigir a vida e a obra da Igreja.

Ainda acreditamos, diante das complicações da sociedade atual, que somente as Escrituras são capazes de atrair incrédulos a Cristo, para ajudar-nos a crescer em piedade, a conduzir nossas vidas, a transformar e revitalizar a sociedade?

Em outras palavras, a batalha no século XVI foi dirigida contra aqueles que queriam adicionar tradições eclesiásticas

às Escrituras, enquanto isso hoje deve ser realizada contra aqueles que recomendam o uso de recursos humanos,

isto é, em detrimento da Bíblia, para realizar a obra de Deus. Portanto sejamos claros: não rejeitamos a contribuição ou utilidade das descobertas, frutos da pesquisa nos vários campos científicos.

Porque toda a verdade tem sua fonte em Deus, tanto que as ciências humanas nos permitem entender melhor o que os teólogos chamam de “Revelação Geral“, a do Deus Criador (Rm 1,19,20).
Mas devemos tocar o tom quando, por um deslize imperceptível, nossos estudos, sermões além disso  outras reuniões tendem a substituir.